sábado, 30 de junho de 2012
“E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei
olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem idéia. Mas
das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com
desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Por que você tinha que morrer? Por
que você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me
obrigar a fingir estar viva pra todo
mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te
esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca
passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu.
Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu.
E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E
tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma
coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha
esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa
rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu
sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você
não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu
sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu
preferia que morresse. Você está ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas
coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede
social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei
muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que
ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu
deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu
pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão,
migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo.
Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro
dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é
meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas
histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso
agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida Me diz agora? Como
viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu
sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso
no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero
que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu
sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o
quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade
de te ressuscitar às vezes, me domina.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário